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Terça-feira, Junho 21, 2005
BATMAN É O CARA!!!!
O que um sujeito podre de rico faria se pudesse vingar a morte dos pais e, de quebra, acabar com a bandidagem solta por aí? A história é conhecida: o cidadão, Bruce Wayne, tremendo playboy durante o dia, vira o obscuro e amargurado Batman, protetor de Gotham City, o protótipo de qualquer megalópole atual.
O Homem-Morcego andava meio desmoralizado depois de Batman & Robin, em que Bruce Wayne foi vivido pelo improvável George Clooney. Mas, após hibernar na sua bat-caverna durante oito anos, surge um cidadão para honrar as bat-calças dessa bat-lenda: Christian Bale. Se Batman fosse real, ele seria igual ao personagem principal de Batman Begins.
O filme acerta ao explorar a formação do herói, mostrando não somente de onde surgem aquelas bat-quinquilharias, mas também ao contar o que acontece a Bruce Wayne enquanto ele vaga sem rumo após sair de Gotham. Isso dá um sentido e até uma verossimilhança à história (na medida do possível), que procura enfatizar o medo e a raiva que movem o morcegão.
Medo e raiva que também sentimos. O bacana do filme foi trazer uma identificação com o que sentimos no nosso cotidiano, vivido em grandes cidades povoadas de criminosos, em que o mal está difuso, espreitando nossos passos em todo momento. A sensação de impunidade e de impotência perante o desconhecido e o inevitável é o combustível para a criação da figura do super-herói. Ele é um de nós, mas um pouco diferente: foi escolhido para pôr ordem na casa.
Seguindo essa idéia, Christian Bale faz um Batman soberbo, denso, furioso e físico (que físico!! O mulherio saúda a escolha de Bale!). Outro acerto do diretor Christopher Nolan (Amnésia) foi dar espaço para os atores. Tudo tem sua hora no filme: os personagens não são mero pretexto para bilhões de efeitos especiais. Pelo contrário, a força do filme está no desempenho dos atores, o que traz humanidade para uma história altamente improvável: Michael Cane (Alfred), Gary Oldman (sargento Gordon), Morgan Freeman (como Fox, funcionário de confiança da corporação Wayne), Lian Neeson (Ducard).
As seqüências de ação lavam a alma, principalmente as que Batman caça a pilantragem. Há tragédia, há drama, há aventura, humor e um toque de romance, na medida certa. O bom mesmo é ver o morcegão raivoso na bat-roupa. Bale até mudou a voz para mostrar que Batman não brinca em serviço. Que meda!
A única nota dissonante é Katie Holmes, bastante inexpressiva para uma promotora de justiça incorruptível. Ela faz a amiga de infância de Bruce Wayne, por quem ele é apaixonado. Aliás, uma das melhores cenas de Batman Begins é a que Bruce Wayne reencontra Rachel Dawes na porta de um hotel luxuoso: o olhar e a expressão de Christian Bale mudam completamente, fazendo lembrar a de um menino encantado diante da primeira namorada. Pensando bem, como o destaque todo foi para o Batman, uma atriz muito estrela poderia ofuscar a força do personagem nesse contexto. Bale faz um Batman macho-cho, mas ficou faltando um beijo desentupidor de pia!
Parece até que falo sobre uma obra-prima do cinema, mas não sei se chega a tanto, até porque eu não entendo nada de cinema. Mas quando vejo um filme em que os bandidos tomam uma surra do mocinho, de forma a não insultar a minha nobre inteligência, saio bat-feliz do cinema.
Assim sendo....
ESTÃO ESPERANDO O QUE PARA VER O BATMAN????
Decretado por Catarina,a Grande
6:30 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Sábado, Junho 18, 2005
SÓ DIGO UMA COISA.....
BATMAN É SIMPLESMENTE O CARA!!!
Mais detalhes em breve. Só digo uma coisa: SE VOCÊ, Ó SÚDITO(A), NÃO FOI VER BATMAN BEGINS....VÁ AGORA!
Senão, o Batmão vem te pegar...ui!
Decretado por Catarina,a Grande
5:52 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quinta-feira, Junho 02, 2005
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
É, cambada, eu voltei ¿ porque a boa Rainha à Catarinalândia retorna!
Tenho que admitir que os últimos meses têm sido bastante agitados, o que explica a longa ausência, mas não justificam a tremenda preguiça que me acometeu no que concerne a partilha de idéias. Mas agora, no hercúleo esforço de me manter firme aos meus compromissos, volto para meus plebeuzinhos.
O que a Rainha tem feito, em que tem pensado, para onde tem viajado eu, a magnânima Rainha de Catarinalândia?
BOB ESPONJA: A BOBCESSÃO
Sim, continuo assistindo bastante ao Bob Esponja. Aliás, assisti duas vezes ao filme do Bob Esponja. O que dizer de um filme em que o argumento principal é a recuperação da coroa do impiedoso Rei Netuno, bravamente empreendida por Bob Esponja e seu amigo Patrick Estrela, com a participação especial de David Hasselhoff como ele mesmo? Fazia muito tempo que eu não ria de um desenho animado como esse. Uma dose diária de infância não faz mal a ninguém.
CADÊ O TV PIRATA QUE ESTAVA AQUI?!
Pois é, Globo, digo, Multishow....qui papelão, hein? Bota doce na boca da criançada e depois tira? Tsc tsc tsc...por pouco tempo acreditei que a Globo finalmente cedera aos pedidos de seus telespectadores para passar as reprises do TV Pirata e do Armação Ilimitada. Doce ilusão, ledo engano: assim como na xaroposa festa de comemoração dos 40 anos da emissora, o povão foi deixado de fora, simbolizando que a Tv não é mais feita para o pessoal assistir, mas para fechar acordo com patrocinador, levantar a bola de celebridades e outras cositas. Numa atitude sem explicação, a Multishow tirou as reprises do ar ¿coincidentemente¿ depois que a Globo fez 40 anos. A festa acabou, cambada.
SEINFELD
Nossa, até parece dejà vu de posts passados, mas nada melhor que desestressar vendo Seinfeld com algo a mais: o DVD com as duas primeiras temporadas e extras, muitos extras. Erros de gravação, comentários, curiosidades, versões diferentes do mesmo episódio. Cada vez me convenço de que eu sou a alma gêmea de George Costanza, que por sua vez é o alter-ego de Larry David, produtor, roteirista e criador do programa, junto com Jerry Seinfeld. O desespero, o surto, a neurose, a ansiedade (uau, que bela auto propaganda essa a minha!), claro que em doses menores, isso é George Costanza!
Mas, autodepreciações à parte, o bacana de rever Seinfeld é ver como o programa conseguia pegar detalhes mínimos, praticamente insignificantes da realidade cotidiana e enxergar com uma lupa, sem cabecismos, mas com a arma mais inteligente do ser humano: o bom-humor.
Isso me faz lembrar de quando eu era pivete: o meu maior sonho era ser comediante! Eu simplesmente adorava assistir a programas de humor, filmes de comédia, ver Chico Anysio, Jô Soares, Bronco, Os Três Patetas, tudo que você pudesse imaginar. Chegava até a escrever quadros, mas nada que fosse risível o bastante para eu me considerar uma comediante.
Não ser comediante foi tão frustrante quanto descobrir que eu não servia pra tocar nada. Felizmente descobri minha vocação a tempo de não ficar deprimida demais. Antes uma historiadora feliz a uma comediante enfadonha e uma música picareta. Cara, acho que esse pessoal do humor é tremendamente abençoado com esse dom de fazer os outros olharem a vida de uma forma positiva, ou sarcástica, ou cáustica, mas sempre engraçada.
Vide o pessoal do Café com Bobagem, que durante anos ficou na Jovem Pan, depois na Transamérica, desapareceu da rádio (continuou com shows) e miraculosamente retornou ao dial na Rádio Educadora de Campinas. Na mesma emissora vocês podem ouvir às vinhetas dos Dedes, cuja melhor produção intitula-se Os Mano. Impagável. Aliás, dia desses vi num folheto de promoção de loja de brinquedos um bonequinho chamado Manos do rap. Mas isso fica pra outro post.
CRUZADAS
Caramba, como a safra de filmes está fraquinha, hein? Não me venham com Star Wars, please, porque eu não tenho saco para uma trilogia de SEIS filmes. A única trilogia de que gosto e sei todas as cenas de cor é Corra que a Polícia vem aí.
Enfim, fui ver Cruzada. Como historiadora, senti vergonha de mim mesma por ter esquecido muito desse conteúdo. E olha que li alguns livros sobre o assunto, como A Cruzada vista pelos árabes, de Amim Maalouf, que, se não me engano, foi um dos pesquisadores consultados pelos produtores.
Por causa disso, a única coisa histórica que posso comentar é que os muçulmanos foram retratados de forma não preconceituosa. Mas a verossimilhança da história contada, a representação feita dos lugares, das relações de corte e etc etc etc...sorry, até agora estou como o espectador leigo: boiando.
Não gostei muito do filme, porque não gosto de violência. Houve época em que adorava ver sangue! Quando eu era pequena, gostava de cutucar qualquer feridinha minha para ver aquele sangue todo jorrando....quando era adolescente (de certa forma eu ainda sou, vai), adorava alugar filme do Tarantino, cheio de molho de tomate.
Depois que tive um tio morto num assalto, não gosto de ver violência. Só porrada e seriado policial em que os mocinhos ganham no final. Porrada, em especial artes marciais, porque é uma forma corajosa de enfrentar o outro, não usando arma de fogo para acabar com a raça do sujeito.
Ah, gentem, como foi bom voltar a falar com vocês de novo! Prometo que tentarei voltar à assiduidade como nos velhos tempos.
Decretado por Catarina,a Grande
11:39 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:

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