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Sábado, Junho 17, 2006


CATARINALÂNDIA DE LUTO

Morreu Bussunda.

O que perde a Humanidade quando um humorista morre?

Sinto morre um pouco do nosso riso, num país como o nosso, em que roubam o nosso sorriso aos poucos, a todo momento.

Por isso defendo que aqueles que nos fazem rir deveriam ser eternos, ganhar passe livre pra qualquer encarnação, ter imunidade vitalícia. Deveriam ficar sempre ativos, mostrando-nos que, apesar de tudo, há uma esperança. Vale a pena viver, nem que seja por um parco riso no fim do dia.

Nunca perdi um Casseta & Planeta, mesmo quando eu achava o programa sem graça, cheio de piadas fracas. Assistia ao Casseta quando ainda era Dóris para Maiores. Só não pude ver o que os cassetas aprontaram com o mar de lama que soterrou esse Brasilzão de meu Deus no segundo semestre do ano, por razões que explico em posts anteriores (é só rolar a barrinha à sua direita, caro súdito). Mas sempre que pude, estive lá, em frente à TV, toda terça-feira, pra ver o Lula, o Ronaldo, o Marrentinho Carioca em diálogos e posições deliciosamente comprometedores.

O humor sempre foi uma peça-chave na minha vida. Por um breve período no tempo (e ainda bem, que foi breve) eu quis ser comediante também; eu queria reproduzir aquilo que tanto admirava. Graças a Deus e à Clio, não cometi esse disparate, pois como humorista sou uma ótima historiadora.

O fascínio vinha da capacidade dessas pessoas em olhar as coisas de uma forma única. Para mim, os comediantes sempre foram gigantes, daqueles de desarmar exércitos com uma piada; de expor ao ridículo aqueles ¿que se acham¿; de inverter situações e fazer acreditar, num espaço de um esquete, que outra realidade é possível. Mais louca, mais desvairada, mais besteirol, mais mais. Há que considere o humor um gênero menor, um ópio, um alienante. Mas nada mais redentor que soltar uma bela gargalhada pra enfrentar a morte, o escárnio, o desprezo, a humilhação, a vida louca vida que temos.


A comédia é vida, e nela nos encontramos humanos e heróis, graças a pessoas como Bussunda.

R.I.P.



Súditos que beijaram a mão da Rainha:



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